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Padaria Espiritual do Ceará

PADARIA ESPIRITUAL

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quinta-feira, 27 de junho de 2013




"Padaria Espiritual: Biscoito fino e travoso"
de autoria do historiador Gleudson Passos Cardoso,
faz parte da Coleção Outras Histórias editada pelo
Museu do Ceará e Secretaria da Cultura e Desporto do Ceará.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

AS AVENTURAS DO BODE IOIÔ
LANÇAMENTO SÁBADO (17/11) AS 16:00 NA ESTANDE 92 - EDITORA EDJOVEM
X BIENAL DO LIVRO DO CEARÁ


Padaria Espiritual

O pão do espírito para o mundo

Padaria Espiritual

A Padaria Espiritual se originou do espírito revolucionário de um grupo de jovens que se reuniu em forma de sociedade para, através das letras, protestar contra a burguesia, o clero e tudo que fosse tradicional, como consta de seu programa.

Foi no Café Java, com o apoio do seu proprietário, conhecido como Mané Coco, que apesar de não ser intelectual, cedia com muito gosto o lugar para as reuniões desse grupo de jovens, chegando até a preparar depois um “quiosque” separado para a Padaria.
No início, era um grupo pequeno, com Antônio Sales, Lopes Filho, Ulisses Bezerra, Temístocles Machado e Tiburcio de Freitas. Esses jovens conversavam sobre literatura, daí surgindo a ideia de formar um grêmio literário. Eram todos muito novos, sendo Antônio Sales o único que tinha livro publicado.
A ideia central era despertar no povo o gosto pela literatura, que andava um pouco esquecida. No entanto, já havendo precedentes de sociedades literárias de caráter formal, burguesa e retórica, decidiram que só valeria a pena se fosse uma coisa nova, original e até mesmo escandalosa, que repercutisse amplamente. Antonio Sales lhe deu o nome de Padaria Espiritual, que teve ótima aceitação, e logo depois fez também o programa de instalação da sociedade, que foi um verdadeiro sucesso, tornando-se conhecido de todos e chegando, até mesmo, a ser publicado integralmente por jornais de outros Estados.
O próprio Antônio Sales conta, no seu livreto Retrospecto, a história da Padaria, que diz muito do espírito de seus membros.
…a história da Padaria Espiritual a contar do dia em que entre o espanto da burguesia ignara, Ella afirmava a sua existência social na noite de 30 de maio de 1892, no prédio n.105 à rua Formosa. Festa original, essa onde a boa gargalhada substituía ao tonitroar da rethorica sediça e narcótica, destoando travessamente das lúgubres noitadas que se passam no recinto dessas sociedades literárias hirtas e parvas com os seus estatutos massudos, as suas actas de Irmandade do  Sacramento e a sua discurseria impante de eloquência de circo de cavalinhos – redundadndo tudo numa esterilidade desoladora e numa vulgaridade idiota. Pela primeira fornada da Padaria viu logo o povo que se tratava de uma cousa nova, que tinha chiste porém que não parecia muito sério, na acepção dada commummente a esta palavra…
Regina Pamplona Fiúza

domingo, 15 de julho de 2012

Padaria Espiritual - O Pão do Espírito para o MUndo


A décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará já tem data e local para reunir milhares de interessados em conhecer as novidades do mercado de livros e literatura. O evento será realizado em Fortaleza de 8 a 18 de novembro, no novo Centro de Eventos do Ceará. Com o tema “Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, a Bienal do Livro irá prestar uma homenagem aos 120 anos do movimento artístico que escandalizou a pequena Fortaleza do final do Século XIX com o humor, o talento e a ousadia de um grupo de escritores, pintores e músicos que promoveram intensas atividades de renovação artística e literária.

domingo, 24 de junho de 2012

120 ANOS DA PADARIA ESPIRITUAL



A Padaria Espiritual (1892 - 1898) é a agremiação literária e cultural (no grupo, além de escritores, dois músicos e um pintor) mais original e irreverente que já existiu no Ceará. Fundada há 120 anos, em 30 de maio de 1892, foi idealizada por jovens intelectuais que se reuniam num quiosque da Praça do Ferreira, onde funcionava o Café Java, de propriedade de Mané Coco, com o objetivo de despertar o interesse pelas letras na província. A denominação veio de Antônio Sales, assim como também é dele a redação do “Programa de Instalação” (estatutos) do grêmio. Eram, ao todo, após a última formação, 34 padeiros (assim, se denominavam os sócios) que assinavam com pseudônimos, ou melhor, “nomes de guerra”. Dentre seus integrantes: Lívio Barreto, Adolfo Caminha, Rodolfo Teófilo, Álvaro Martins, Lopes Filho, Henrique Jorge, José Carlos Júnior, Antônio Bezerra, X. de Castro, José Nava, Ulisses Bezerra, Sabino Batista, Luís Sá, dentre outros. Da Padaria Espiritual nasce O Pão, órgão de imprensa da Padaria, que trazia textos dos padeiros, fossem em prosa ou poesia, além de outras curiosidades, máximas, anedotas, críticas literárias, polêmica, cartas de autores nacionais ou mesmo internacionais e que, mesmo com as dificuldades naturais da época, alcançaram repercussão nacional. A Padaria existiu durante seis anos, passando por duas fases: a primeira, de 1892 a 1894, e a segunda, de 1894 a 1898. A sua última sessão se deu em 20 de dezembro de 1898.
Fonte:  http://cearaenoticia.blogspot.com.br/2012/05/o-povo-celebra-os-120-anos-da-padaria.html

domingo, 17 de junho de 2012

 Antônio Sales (Paracuru, 1868Fortaleza, 1940) romancista e poeta brasileiro. Publicou apenas um romance de estética realista regional, com traços também naturalistas, chamado Aves de Arribação, inicialmente publicado em folhetins do Correio da Manhã do Rio de Janeiro onde residia o escritor, em 1903 de 15 de janeiro a 6 de maio e não em 1902, como equivocadamente registram Dolor Barreira, Pedro Nava, Wílson Martins e Otacílio Colares. Viria a ser publicado em forma de livro apenas em 1913.




 

Até ser reconhecido como escritor, trabalhou no comércio de Fortaleza com a precoce idade de catorze anos. Anos depois, passaria pela vida de funcionário público, político e jornalista, inclusive no Rio de Janeiro. Mas voltara à capital cearense em 1920, onde vivera até seu falecimento, em 14 de novembro de 1940.
O escritor, amigo de Machado de Assis, ajudara este a fundar a Academia Brasileira de Letras, mas segundo ele, por não discursar bem, não quis de ela fazer parte.
Em 1892 fundou um movimento de renascença literária no Ceará chamado de Padaria Espiritual, agremiação que marcou entre 1892 e 1898, a vida da provinciana capital do Ceará naqueles primeiros dias de República e da qual fizeram parte vários grandes autores cearenses.
Obras